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Não dava pra sair tudo perfeito, alguma coisa tinha que me acontecer…então, adoeci e peguei uma baita de uma infecção intestinal. Já é a segunda em menos de dois meses. Tá na hora de fazer o check up geral pra ver se não tem nada de ruim comigo. Hoje fui parar na emergência da Unimed. Fui mais mesmo pra pegar um atestado, já que não fui trabalhar hoje.
A médica super simpática, gostei do jeito dela, sei lá, diferente, ela parecia européia, tinha uma voz firme e ao mesmo tempo suave. Me passou um remédio pra reajustar minha flora intestinal, e ainda uns injetáveis que tomei na hora lá na enfermaria. Sai de lá meio zonzo, passei na farmácia pra comprar o tal remédio, meio carinho até pra 6 comprimidos, saiu mais de 4 reais cada. Espero que seja bom!
Fui caminhando em direção a Meta, a auto-escola. Ia pra primeira aula teórica de direção. Fazia tempo que não me sentia nesse clima de sala de aula. Coisa estranha. Não tinha muita gente, cerca de 15 pessoas na sala. O professor demorou a entrar, ficou aquele clima estranho, todo mundo em silêncio, com excessão de uma menina e um cara, até bonitinho, que ficaram conversando lá atrás. Eu acabei fazendo merda no meu mp4 pra poder gravar as aulas, apaguei todas as músicas pensando que ia apagar só uma pasta, putz! Acho que ferrei com ele, mas nem quero me bater agora com isso, deixa pra amanhã e lá no trabalho.
O professor entra na sala, as pessoas não aguentavam mais esperar. Senti de primeira que ele era outra, um geitinho todo especial, mas mais mesmo no falar, uma mona rsrsrsr. Ele se apresentou, e queria que nos apresentassem. Chegou na minha vez, disse meu nome e o objetivo em uma palavra apenas de eu estar querendo aprender a dirigir. Eu acabei dizendo mil palavras, justiquei, mas a principal, que ele salientou do que eu falei foi “Independência”. Não depender dos outros pra dirigir por ai, ir pra onde eu quiser, onde me dar vontade, a hora que quiser, etc. Só basta ter carro e combustível.
Tava morrendo de fome. Sai de lá, passei na Bobs e comprei um lanche. Fiquei com medo de fazer mal pra minha barriga, mas pedi algo simples e leve. Vim pra casa, de busão, claro. Tentei ainda escutar FM, mas o fone de ouvido deu pau também, ai que ódio desse Mp4 de merda…
Agora agora tou cansado, com vontade de dormir. Amanhã tenho terapia e quero ir, já fazem duas semanas que não vejo a cara da psicóloga. Hoje não vi o MAU, só falei rápido com ele pelo msn. Disse que nem tinha ido trabalhar e ia pra emergência. Até fiz a proposta dele ir comigo, já que ia sozinho, mas ele não disse que sim nem não, desconversou…ai ai…fiquei sei lá, magoado. Mas refleti depois e percebi que não devemos esperar nada das pessoas, que sejam perfeitas, que nos acompanhe pra qualquer lugar que formos, não! As pessoas são imperfeitas e devemos lidar com isso, já que também somos.
Amanhã é um novo dia!
Final de semana complicado esse, hein! Não sei definir ao certo se foi bom, se foi ótimo, se foi excelente ou se foi péssimo. Agora parece que foi tão desgastante, me sinto acabado, como se minhas forças tivessem sido todas consumidas, como se a bateria tivesse sido descarregada e restado nem uma carguinha mínima. Aconteceu isso muito com o meu Mp4 durante esses dias. Escutava ele direto e quando via, puft! Acabou a música…o interessante é que ele avisa quando está terminando a carga e que está na hora de mais uma nova, se não você só o terá de enfeite.
Engraçado como a gente consegue tirar analogias de situações/coisas/fatos que se encaixam quase que perfeitamente na nossa vida. Usei muito meu cérebro, meus neurônios ou sei lá o que do meu corpo, que agora eles estão precisando de uma nova carga para não pararem, se isso acontecer…quero nem lembrar dos 5 meses perdidos da minha vida recentemente. Agora que carga seria essa? Será que é o combustível álcoo/cigarro/ maconha? Tenho certeza que não!
Me questiono agora tentando achar uma resposta que me satisfaça. Acho que o melhor combustível seria começar a praticar atos que faça bem ao nosso corpo e mente. Para o primeiro, uma atividade física como corrida, musculação, natação, coisas que pretendo iniciar a partir desta semana, e isso está em pauta já. E para o intelecto algum curso, como o de auto-escola que irei também iniciar terça-feira agora, além disso, estou pensando seriamente a fazer cursinho novamente, tentar vestibular como há exatamente 5 anos atrás. Começar uma nova fase, uma nova etapa, acho que seria mais gratificante do que continuar no caminho errado de anos.
Minha intenção hoje no post era de contar todas as loucuras que fiz durante esses dias, mas não, são coisas que, sabe, foram legais, foram intensas, foram gostosas e ao mesmo tempo chatas, não para mim, mas talvez para pessoas que conviveram comigo, de não me suportarem. Mesmo eu achando que estava abafando com minhas risadas altas, minhas sacadas e tiradas as vezes de mau gosto, e meu ego inflado…
Cansei, cansei de ser o “engraçadinho sem graça”, cansei de ser o Menino Elétrico, o Garoto ligado na tomada, cansei de amar quem não me ama…queria tanto falar mais e mais dele hoje aqui, mas não, tou me contendo para esquecer e não lembrar do que me faz MAL.
Quero cultivar pensamentos positivos, como o amor, a compaixão, a paciência…falando nisso, terminei de ler o livro “A Arte da Felicidade”, com Dalai Lama, num ímpeto de mudança interior, com vontade de dizer para mim mesmo: CANSEI! Agora eu vou ser feliz de verdade e aproveitar as “loucuras” que só uma vida saudável pode nos proporcionar.
Leia o post anterior para entender o resto…Parte II essa aqui, viu o titulo? rs
Fui dormir 8h da noite de tão arrasado que eu tava, num conseguia mais pensar em nada, ainda tentei falar com alguns amigos no msn sobre, mas só me fazia sentir pior ainda. Acordei de madrugada pensando que já fosse a hora de ir pro Stadium fazer a avaliação. Sai de casa meio atrasado e acabei pegando o mesmo bondinho do Mau, saltei na mesma parada da dele, a academia era um quarteirão depois. Contei pessoalmente a história toda, já tinha falado antes no msn…ele ficou preocupado, vai ficar uns dias sem vim aqui com medo da mamãe…ela acha que ele que me levou pra esse caminho…eu ainda tentei defender ele, dizendo que ele fumou uma vez e nem queria mais saber, e eu também tinha fumado umas duas só, em Algodoal e recentemente, só papo…
Nem fiz avaliação fisica nenhuma, a professora não apareceu. Fui pro trabalho, cheguei cedo, antes das 9h. O dia foi legal, mas só senti falta do meu Mp4 que havia esquecido na quarta e a moça que trabalha lá acabou levando e nem foi. Que ódio! Sai de lá mais de 14h, tava esquematizando com a Aline de comprar um Mp5 ou um Celular legal em São Paulo, ela ia viajar esse final de semana. Vou ver se ligo pra ela se ela for na Santa Ifigênia.
Ia dar só umas voltas na Casa das 11 janelas, como faço sempre…acabei parando no Boteco das 11, um bar xique que tem lá. Tomei 4 Skol´s long neck, uma surpresinha de bacalhau…a chuva começou a cair, então resolvi pedir uma Muqueca de Peixe, Camarão e Carangueiro. Nossa, quase eu morro de tão cheio que tava. Sai de lá 4h, atrasado pro encontro com o Mau na praça Batista Campos, em frente ao flipper. Achei lindo ele me esperando, fiquei olhando de longe, tentei chegar de fininho nele, ele me deu um tapinha na cabeça de raiva quando me viu bem do ladinho dele rs. Andamos um pouco pela praça, ele me contando que a Bebel, uma amiga nossa, o chamou de viado ahuhauha, ele não se aceita ainda, coitado rsrsrsrsr ri muito dessa, deixou ele muito puto.
De lá fomos pro Iguatemi, aproveitei pra ir no banheiro rsrsr fazer o n° 02 que não tava me aguentando mais. Comprei horrores numa loja, camisa e calça sociais, calça jeans e camisa liindas pra ir pro show da Danni, uma camiseta e um short pra malhar, além de 3 pares de meias socket. Quase compro uma camisa caríssima que o Mau havia gostado, ele experimentou e ficou super gay rsrsr, ele até merecia por ter me aturado em quase duas horas escolhendo roupa pra mim, mas depois achei melhor não comprar não, muito caro, mais de 100 reais, ia me sentir explorado.
De lá voltei pra Stadium pra fazer a tão esperando Avaliação. O professor me levou pra uma salinha só nós dois. Nossa…ele não era um galã de novela, mas tinha todo um charme…imagina eu só de sunga com ele ali me medindo todinho, quadris…hummm quase eu tenho uma ereção, mas me controlei. Sai com mais de uma hora, depois de abdominais e medidas de tudo quanto é tamanho, até do meu pau ele mediu rsrsrrs quem dera =P…contei isso pro Mau que só fazia achar graça.
Tomamos uma coca, fumamos mais cigarro e viemos pra casa. Eu pra minha e ele pra dele…infelizmente vai ser assim por uns tempos, só eu que vou poder ir lá agora, ele não quer vim mais aqui, medo da mamis…ela mais uma vez reclamou por eu não ter ligado, cheguei 9h da noite aqui…ai ai, vou comprar um celular mesmo pra mim, tou precisando, tou uns 6 meses sem já. Então é isso…eu mais de duas hora da manhã,tou vendo que já não vou malhar cedo, só à noite mesmo acho. É melhor, tem mais gente, mais calor humano, mais gatos e um professor bem mais delicioso que o da manhã rsrsrsr.
Agora uma salva de palmas para quem leu tudo
PARÁBENS!
Como foram intensos esses meus dias. Três dias que valeram por mais de 3 meses em depressão, na questão de ter vivido, sofrido, morrido milhares de coisas. Na terça eu sai com o Mau, sim, o amor impossível. Fomos beber e jogar um bilhar na São Francisco. Queria só ver meu outro amor platônico de 6 anos já. E acabei vendo! Fiquei doidinho, mas nem tanto, queria mais pertubar o Mau mesmo, ver se ele ficava com ciumes por falar tanto nesse garoto. mas ele só se sentia incomodado, de ciume? Não sei…de aversão a papos gays talvez. Saimos de lá com a intenção dele embolar pra mim a erva. Fomos pra Tamandaré, encontramos um amigo nosso. Acabei fumando sozinho, o Mau tinha parado já, o Ed nem fuma…fiquei doido demais, e sozinho, falando merda como sempre e pertubando eles até 1h da manhã.
Na quarta já fui com a intenção de comer no niver da procuradora lá do trabalho. Sai do almoço e fui com a Aline, amiga de trabalho que me entende legal, inclusive sabe que sou bipolar, contei nesse dia mesmo – ia me matricular na auto-escola que ela fez esse ano. Aproveitei pra comprar os ingressos no B|B|C (Belém Bar Café) para o show da Danni Carlos, vai ser hoje (sexta), vai eu e minha irmã, que também é maior fã dela, queria ir com o Mau, mas…vou dar essa forra pra essa doida, quem sabe assim a gente não se harmoniza mais por aqui em casa. Aline me deixou no prédio dela, ia andando pra casa, mas parei na academia pra fazer minha matrícula. O engraçado é que nem tinha planejado nada disso, foi no impulso mesmo. Marquei minha avaliação física pra hoje de manhã. (ontem já, passou da meia noite…)
Cheguei em casa às 18h, meu pai já tava saindo pra viagem, nem falei com ele direito, estavam os dois na sala verificando pressão. Só vi minha mãe falando que a dela tava alta…logo vi que era por minha causa. Confirmei isso depois que ele saiu. Ela veio conversar comigo, me pegou de surpresa ao mostar a famosa Seda Colomi. Quase tive um troço. Tentei desconversar que era de um amigo, e que ia usar pra enrolar tabaco…nada! Ela não é besta, e deve ter consultado minha irmã antes. Fiquei arrasado! Ela começou a chorar, foi um drama que só mãe deve sentir. Eu como filho me senti culpado por tá fazendo ela sofrer assim, ela não merece, batalha tanto pela gente. Ainda mais que ela falou que eu sempre fui o filhinho dela, o mais chegado, o caçula. Nossa, dá vontade de chorar agora lembrado disso. Prometi não fumar mais, mas não sei se vou conseguir cumprir isso. Mas de uma coisa é certa: se fumar um dia novamente, vai ter que ser numa ocasião muito especial, e não quase todo dia como tava fazendo.
Dishwalla – Drawn Out
Se eu pudesse definir meu rosto agora seria algo monstruoso, não pelo fato de eu ser feio, mas de como a tristeza, a amargura, a frustração de nos sentirmos tristes influem na nossa aparência física…Quero fazer diferente nesse post, não quero falar nada de auto-ajuda, quero só falar do que eu sinto, do que eu tou sentindo. Não vou me preocupar se tá saindo bonitinho, se tá cansativo ou coisa parecida. Vou pensar que isso é um diário, vou fechar os olhos e deixar minha alma falar por mim…está tão abatida…
O pior de tudo é que eu poderia muito bem mudar pra melhor, me divertir com pessoas no msn, ver alguma coisa interessante, um filme francês que já tou querendo ver há muito tempo, ms não, tou aqui, com essa cara horrível pensando se acendo ou não esse filho único chamado Carlton. Eu quero ficar assim, quero me sentir triste. Já havia dito pra alguém que eu gosto de sofrer. O sofrimento é um veneno, mas um veneno gostoso de sentir. Acho que sou meio sado mesmo. Claro que fisicamente não gosto, nunca gostei de levar porrada, de brigar, mas de sofrer…adoro sofrer…basta uma faísquinha para eu me achar o píor cara do mundo.
Claro que tudo isso tem um motivo: ELE, a minha criptonita. É ele que me enfraquece, é ele que me faz sorrir e chorar ao mesmo tempo. Que me faz me sentir junto e distante. Poderia enumerar um milhão de antagonismos aqui para representar como me sinto diante dele, mas ele sou eu. Não eu, claro! Mas sou eu, no sentido de eu estar vivendo a vida dele. Pensei durante essa semana que passou que haveria de esquecê-lo. No impulso da mania eu até tentei, conheci outras pessoas, sai sozinho, ele ficou preocupado comigo, pq a gente vive juntos, todos os dias praticamente…e fiz coisas diferentes…de quarta até domingo, sem ele. Me senti vivo, com vontade de viver a minha vida.
E hoje…segunda-feira. Foi um dia maravilhoso até encontrar ele. Primeiramente no msn. Discutimos, quer dizer, discuti com ele. Tava com muita raiva, muita mesmo. Falei que não queria mais saber dele, que ele me faz muito mal. Coitado, já se acostumou com essas minhas explosões, até um dia ele realmente cansar. Pensei que seria hoje…fui até sua casa, não queria ir, mas fui. Cheguei lá ele doente, com febre, mas ainda vivo. Deu uma peninha dele, mas ainda me sentia muito angustiado de não poder passar a mão nele, de cuidar dele. Queria tanto…e não podia com medo dele achar que eu quero mais que isso. Ele sabe de mim, sabe que sou apaixonado por ele, mas o problema todo é que ele não se aceita, eu já até aceitei isso, dele ser hétero e nem quero mais ficar me martirizando mais com a possibilidade de um dia a gente ser namorados. Somos amigos somente, infelizmente…desde que o conheci eu sempre quis mais que isso, sempre!
Ele gosta de mim, gosta da minha amizade, acho que gosta também de saber que sou afim dele, lá no fundo ele gosta. Ele não se sente incomodado, deve se sentir bem em saber que sinto atração por ele, que ele se sente o gostosão. Eu sei pq ele me fala que se sente assim qnd um viado dá em cima dele…então, eu sou o que?Uum viado mesmo!
Ah, cansei por hoje…eu vou fumar esse cigarro, tenho até meia noite aqui, depois vou dormir, tentar dormir, tentar ler algo, tentar tentar esquecê-lo. Acordar e ver que tudo não passou de um sonho, um pesadelo, pra melhor dizer. E que toda essa angustia que tou sentindo agora faz parte tb da mania, dos sentimetos aflorados, amanhã mesmo eu já vou tá melhor, assim espero. Não quero voltar pra depressão novamente, não mesmo!
Versão cômica de “E agora, José”
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
(…)
Nossa, esse poema do Carlos Drummond tem feito parte da minha vida por um bom tempo, fez, faz ou fará parte, não sei ao certo. A letra é muito forte, muito profunda, não daria para analisá-la ponto a ponto aqui se não ia filosofar (viajar) e a coisa ia ficar maior que o Antigo Testamento. Mas a letra faz a gente refletir, nos sentir José´s da vida. Em pensar que somos um José solitário, sem nada. Acho que alguma vez na vida todos nós já passamos por isso. Aquele velho sentimento de estarmos numa multidão, mas era como se estívessemos sozinhos, sem ninguém. A festa havia acabado de começar para os outros, mas para nós parecia que já havia terminado antes mesmo do início. As vezes sentimos raiva/ inveja/ódio/desprezo em ver pessoas se divertindo enquanto nós…lá na fossa.
Engraçado, atualmente não me sinto assim, mas já me senti muito nos períodos depressivos que a vida me proporcinou, sim, proporcionou enxergar as coisas de uma maneira diferente. Cresci ouvindo que “depois da tempestade vem a bonança” A guerra é dura, mas a vitória é muito mais, sensação de dever cumprido. Sim, hoje (agora!) me sinto um vencedor. Apesar de ainda estar nessa paranóia de me auto-diagnosticar como sendo Bipolar (vide blog…). Minha psicóloga acha que isso é apenas uma fulga, um boicote que impus a mim mesmo, para tentar encubrir o que há de melhor em mim. É como se eu sentisse medo de ser eu mesmo, de ser rejeitado por mim mesmo e, claro, pelos outros, e de não poder proporcionar a mim mesmo o que há de melhor que a vida pode oferecer através de nossas próprias escolhas.
Sei que enquanto eu não for em um psquiatra – em dois talvez para tirar a dúvida de ser ou não ser bipolar – não vou sussegar. Apesar dos sintomas terem aparecidos sem mesmo antes eu ter noção do que era ter esse transtorno. Tive uma crise de hipermania no final do ano passado e durante os primeiros meses desse ano. Achei que havia mudado de vida, que ia me tornar um empresário de sucesso, um líder espiritual ou algúem muito influente no Brasil e até mesmo no mundo, uma celebridade. Sim, tinha esses sonhos de ser famoso, de não ser um José sem ninguém. E meu ego inflou, me amava a mim mesmo como mais do que tudo nesse mundo, apesar dos amores platônicos e impossíveis que nunca deixei de sentir por causa da minha condição sexual ainda incubada. Hoje, voltei a hipomania depois de longos meses em depressão, e voltei um pouco, mas consciente, com o ego inflado.
Agora, segundo os conceitos bipolares, estou em hipomania. Mas será mesmo? Fico me questionando se realmente tudo isso é um transtorno, se realmente eu tou querendo ser eu mesmo, me dar essa felicidade, acho que mereço, não!? Eu mereço! Você merece! Todos nós merecemos ser felizes. A vida não foi feita pra ser morrida todos os dias, mas sim aproveitada a cada dia como se fosse o último. Parece clichê, parece auto-ajuda demais, mas é isso mesmo, não parece, é! Cansamos de ouvir isso, mas por em prática que é bom nada, né? Nos auto ajudar parece ser tão difícil quanto ajudar aos outros.
Vou pensar mais nisso, falo como se tivesse falando para você, meu caro leitor – como se fosse um jornalista… – mas é para mim mesmo. Meu eu interior falando para mim, dizendo que ele não quer ser um “E agora, José?” , mas sim “É AGORA, JOSÉ!” Agora! Sim, agora! Vá viver, vá ser você, vá amar e buscar os que te amam e até mesmo os que te odeiam, já que esses sentimentos são tão próximos um do outro. Sim! José, Maria, João, seja quem for você: É AGORA, JOSÉ!!!!!
Quanta ansiedade, espera, enrolação, falta de vontade e vários outras desculpas para começar a postar aqui. Havia criado esse blog há uma semana atrás. Fiquei quase uma hora tentando achar um nome coerente e ao mesmo tempo impactante. Lembro ainda de alguns que pensei em por, tais como: bi-po-lar, bi-po-aqui, bi-po-ali…mas que porra de tanto bi! De bi já bastou minha vida! Tá certo que há um tempo atrás eu nem sabia o que significa esse termo, sabia sim, o que era Bi, de bissexual, inclusive me rotulava dessa maneira, mas irei ter outras oportunidades de falar sobre isso mais lá pra frente…
Então, num ímpeto de desânimo por não conseguir achar um nome coerente, e por também está no computador do trabalho… resolvi declarar hipermania, mas na intenção de ser hipomania. Não sei se foi lezeira minha, vulgo burrice, ou uma confusão mental que subitamente me dá ali naquele ambiente que já foi pior, hoje está mais amigável… Lembro ainda da colega de trabalho ter perguntado o que significa aquilo, um outro também perguntou…e eu enrolei e nem respondi, mudei de tela para uma do word qualquer com pareceres que vez ou outra tou digitando só pra dizer que trabalho…
Agora os agradecimentos…
Ao apoio de uma pessoa que me incentivou a começar a bagaça aqui. Ele estará aqui nos favoritos com o seu blog “DESBIPOLARIZANDO“. Agradeço também aos amigos da comunidade no orkut: “Transtorno Bipolar do Humor“, algumas pessoas maravilhosas, que tenho o maior prazer de citar o nome: Clari, Bebel e Dia, todas, que se tornaram amigas de infância, e que claro, serão leitoras assíduass desse blogporque pertubarei muito para virem ler minhas loucuras do dia-a-dia rsrs. E não esquecendo as futuras parcerias de outros blogueiros que tentarei correr atrás e também aqueles curiosos de blogs, como já fui e sou atualmente. Espero que comentem mesmo que dê uma preguicinha, mas só um oi pra dizer que leu algo aqui já me ajudará e me incentivará a continuar nessa vida bloguística (=
Espero ter o hábito de postar regularmente e não desanimar como sempre fiz nos outros blogs, e de seguir uma linha certa que ainda não defini ao certo (eita!), sem me desviar para não cansar a mim mesmo e aos queridos leitores e blogueiros de plantão que pretendo estabelecer um nível de amizade e companherismo.
OBRIGADO desde já a todos!
